sábado, 28 de agosto de 2010

Bichos na cama

Juro que eu tento proibi-los de ficar na minha cama. O duro é suportar as reclamações deles querendo um espacinho na coberta.

http://colunas.criativa.globo.com/bicharada/2010/08/27/especialista-explica-pros-e-contras-em-dividir-a-cama-com-os-pets/#respond

É só ciúmes de você

Decidi colocar as minhas leituras de jornais em dia, principalmente os cadernos de cultura dos periódicos de Economia, e deitei quietinha na minha cama.
Em um minuto três belos felinos estavam à minha volta desejosos de um espaço, claro que bem confortável, para se deitarem. O problema é que as pequenas pessoas não gostam que outras da mesma espécie resolvam dividir a cama sagrada.
Tentei contemplar o pedido dos três - Sammya, Nadal e Frida. Mas foi só eu descuidar um pouquinho que as patinhas começaram uma peleja. As duas meninas são bem mais ágeis que o Nadal e o coitado se viu obrigado a abandonar o seu cantinho.
A situação é corriqueira aqui em casa. Quantas vezes tive que, literalmente, estabelecer o local que cada um deve ocupar na minha cama.
Depois da disputa habitual, as duas ficaram comigo até o fim da leitura. Grandes companheiras. Todos os dias elas se recostam ao meu lado quando coloco o esqueleto para repousar.
Gatos: ciumentos, espaçosos, folgados, porém grandes companheiros. Quer pessoas mais interessantes para  amar?

Nadal

Frida ainda bebê

Sammya

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Miau...

Chego todos os dias do trabalho, e ao contrário da música do Roberto Carlos, que eternizou o "meu cachorro me sorriu latindo", sou recepcionada por pelo menos de quatro a seis rabinhos em pé e balançando de um lado para outro.
Junto vem aquele som tão peculiar que ecoa durante quase todo o dia na minha casa: miau. Eles dominam o pedaço e já somam 18 pequenos felinos no censo oficial, mas há pelo menos mais quatro que passam para falar um "oi"  de duas a três vezes ao dia. São de vizinhos, mas acabam sendo acolhidos para fazerem as refeições.
São espertos esses meninos e meninas aqui de casa. Sabem que vou chegar cheia de saudades e se aproveitam do meu grande coração para exigir colo, atenção e comida. Ah, sim. Eles não dispensam um bocadinho de ração ou uma guloseima mais apetitosa (carne, frango ou pedaços ao molho).
Deixo a bolsa no quarto e logo estou rodeada de olhinhos atentos aos meus movimentos, e esperançosos de que eu não esqueça de fazer um agradinho. Nunca os decepciono. Cansada, irritada, de TPM, chateada com a vida, não importa o meu estado de espirito, vou até a cozinha e saio distribuindo um pequeno lanche da noite antes que se deitem.
Os meus felinos são comportados. Castrados, eles e elas preferem um bom cantinho quente à rua e seus perigos. Isso não significa que não dêem uma escapadinha na noite para tomar um ar fresco e, lógico, passearem sem rumo pelos muros à luz da Lua. 
Saber que irei encontrá-los todos os dias quando retorno à minha casa é sempre um prazer e um alento. Lembro que estarão me esperando com suas patinhas gordinhas; o caminhar cheio de trejeitos; os olhos ligados em cada movimento; aquele deslizar do rabo pelas minhas pernas e ansiosos por um pouco de carinho. 
Criei este blog para compartilhar com as pessoas que gostam de animais o dia a dia ao lado dos pequenos e grandes amigos que fazem a vida ficar mais divertida. Meus amores felinos são arteiros. Dão um trabalho danado. Mas sem eles a minha vida teria outros contornos.